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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Pleonasmo

Pleonasmo pode ser tanto uma figura de linguagem quanto um vício de linguagem. O pleonasmo é uma redundância (proposital ou não) em uma expressão, enfatizando-a.


Pleonasmo literário

Também denominado pleonasmo de reforço, estilístico ou semântico, trata-se do uso do pleonasmo como figura de linguagem para enfatizar algo em um texto. Grandes autores usam muito deste recurso. Nos seus textos os pleonasmos não são considerados vícios de linguagem, e sim pleonasmos literários.

Pleonasmo vicioso

Trata-se da repetição inútil e desnecessária de algum termo ou idéia na frase. Essa não é uma figura de linguagem, e sim um vício de linguagem.

Exemplos

Por exemplo: Estou organizando uma torcida organizada.

Pleonasmos literários

"Iam vinte anos desde aquele dia
Quando com os olhos eu quis ver de perto
Quanto em visão com os da saudade via."

"Morrerás morte vil na mão de um forte."

"Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal"


"O cadáver de um defunto morto que já faleceu"

"E rir meu riso"

Pleonasmo musical

"Vamos fugir para outro lugar"

"De jeito maneira, não quero dinheiro"

"Eu nasci há 10 mil anos atrás"

Pleonasmos viciosos

São exemplos de pleonasmos viciosos:

  • "quero te ver com meus olhos...",
  • "...e com os ouvidos te ouvir "
  • "Amanhecer o dia."
  • "Almirante da marinha."
  • "Prefeitura municipal."
  • "Goteira no teto."
  • "Vereador da cidade."
  • "Surpresa inesperada."
  • "Encarar de frente."
  • "Anoitecer a noite."
  • "Entrar para dentro."
  • "Cursar um curso."
  • "Monopólio exclusivo."
  • "Um plus a mais."
  • "Descer pra baixo", "subir pra cima"
  • "Fato real", "ficção irreal"
  • "Sair para fora"
  • "Hermeticamente fechado"

Dicas

Qualquer substantivo coletivo específico é um pleonasmo, quando se indica expressamente o objeto que faz parte do conjunto. É bom lembrar que há dois tipos de substantivos coletivos: o específico e o genérico.

Ex: cardume de peixes, enxame de abelhas, multidão de pessoas.

O correto seria cardume (substantivo coletivo de peixes), enxame (substantivo coletivo de abelhas), multidão (substantivo coletivo de pessoas).

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Conheça mais sobre os verbos

Verbo é o nome dado à classe gramatical que designa uma ocorrência ou situação. É uma das duas classes gramaticais nucleares do idioma, sendo a outra o substantivo. É o verbo que determina o tipo do predicado, que pode ser predicado verbal, nominal ou verbo-nominal. O verbo pode designar ação, estado ou fenômeno da natureza.

Classificação

Definem-se os verbos tradicionalmente como as palavras que indicam ação, estado ou fenômeno da natureza. Podem ser divididos das seguintes formas e verbos não são apenas ações, são também usado para ligar o sujeito do predicativo:

Quanto à semântica

  • Verbos transitivos: Designam ações voluntárias, causadas por um ou mais indivíduos, e que afetam outro(s) indivíduo(s) ou alguma coisa, exigindo um ou mais objetos na ação.Podendo ser transitivo direto, quando não exigir preposição depois do verbo, ou transitivo indireto, quando exigir preposição depois do verbo. Ou ainda transitivo direto e indireto.
  • Verbos intransitivos: Designam ações que não afetam outros indivíduos. Exemplos: andar, existir, nadar, voar etc.
  • Verbos impessoais: São verbos que designam ações involuntárias. Geralmente (mas nem sempre) designam fenômenos da natureza e, portanto, não têm sujeito nem objeto na oração. Exemplos: chover, anoitecer, nevar, haver (no sentido de existência) etc.
  • Verbos de ligação: São os verbos que não designam ações; apenas servem para ligar o sujeito ao predicativo.

Exemplos: ser, estar, parecer, permanecer, continuar, andar, tornar-se, ficar, viver, virar etc...


Quanto à conjugação

  • Verbos da primeira conjugação: São os verbos terminados em ar: molhar, cortar, relatar, etc.
  • Verbos da segunda conjugação: são os verbos terminados em er: receber, conter, poder etc. O verbo anômalo pôr (único com o tema em o), com seus compostos (compor, depor, supor, transpor, antepor, etc.), também é considerado da segunda conjugação devido à sua conjugação já antes realizada (Ex: fizeste, puseste), decorrente de sua forma do português arcaico poer, vinda do latim ponere.
  • Verbos da terceira conjugação: são os verbos terminados em ir: sorrir, fugir, iludir, cair, abrir, etc.


Quanto à morfologia

  • Verbos regulares: Flexiona sempre de acordo com os paradigmas da conjugação a que pertencem. Exemplos: amar, vender, partir, etc.
  • Verbos irregulares: Sofrem modificações em relação aos paradigmas da conjugação a que pertencem, tendo modificações no radical e nas terminações. Exemplos: resfolegar, caber, medir ("eu resfolgo", "eu caibo", "eu meço", e não "eu resfolego", "eu cabo", "eu medo").
    • Verbos anômalos: Entre os irregulares se destacam os anômalos. São verbos que não seguem os paradigmas da conjugação a que pertence, sendo que muitas vezes o radical é diferente em cada conjugação. Exemplos: ir, ser, ter ("eu vou", "ele foi"; "eu sou", "tu és", "ele tinha", "eu tivesse", e não "eu io", "ele iu", "eu sejo", "tu sês", "ele tia", "eu tesse"). O verbo "pôr" pertence à segunda conjugação e é anômalo a começar do próprio infinitivo.
  • Verbos defectivos: Verbos que não têm uma ou mais formas conjugadas. Exemplo: precaver - não existe a forma "precavenha".
  • Verbos abundantes: Verbos que apresentam mais de uma forma de conjugação. Exemplos: encher - enchido, cheio; fixar - fixado, fixo; fazer - faz, faça; dizer - diz, diga; trazer - traz, traga.

Flexão

Os verbos têm as seguintes categorias de flexão:

  • Número: singular e plural.
  • Pessoa: primeira (transmissor), segunda (receptor), terceira (mensagem).
  • Modo: indicativo,subjuntivo e imperativo, alem das formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio).
  • Tempo: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente, futuro do pretérito.
  • Voz: ativa, passiva (analítica ou sintética), reflexiva.

Ativa: O sujeito da oração é que faz a ação. Ele sempre fica na frente da frase.

Ex : Os alunos resolveram todas questões.

Passiva : O sujeito recebe a ação.Ele sempre fica no final da frase.

Ex : Todas questões foram resolvidas pelos alunos.

Reflexiva : O sujeito faz e também recebe a ação.

Ex: Ana se cortou ou se machucou.

Formas nominais

  • O infinitivo: São terminados em r. Ex.: Amar, Comer, Latir.
  • O particípio: São terminados em ado, ada, ido ou ida. Ex.: Amado, Amada, Comido, Comida, Latido, Latida.
  • O gerúndio: São terminados em ndo. Ex.: Amando, Comendo, Latindo.

Preposições

Preposição é uma palavra invariável que liga dois elementos da oração, subordinando o segundo ao primeiro. Isso significa que a preposição é o termo que ligasubstantivo a substantivo, verbo a substantivo, substantivo a verbo, adjetivo a substantivo, advérbio a substantivo, etc. Só não pode ligar verbo a verbo: o termo que liga dois verbos (e suas orações) é a conjunção. Junto com as posposições e as raríssimas circumposições, as preposições formam o grupo dasadposições.

Exemplo: "Os alunos do colégio assistiram ao filme de Walter Salles comovidos", teremos como elementos da oração os alunos, o colégio, o verbo assistir, o filme, Walter Salles e a qualidade dos alunos comovidos. O restante é preposição. Observe: "do" liga "alunos" o "colégio", "ao" liga "assistiram" a "filme", "de" liga "filme" a "Walter Salles". Portanto são preposições. O termo que antecede a preposição é denominado regente e o termo que a sucede, regido. Portanto, em "Os alunos do colégio...", teremos: os alunos = elemento regente; o colégio = elemento regido.

Advérbios

Advérbio é a classe gramatical das palavras que modificam um verbo ou um adjetivo ou um outro advérbio. Nunca modificam um substantivo. É a palavra invariável que indica as circunstâncias em que ocorre a ação verbal.[1]

Apenas os advérbios de quantidade, de lugar e de modo são flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios é a de grau, a saber:

  • Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe - longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente - inconstitucionalissimamente, etc.
  • Diminutivo: diminui a intensidade. Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar - devagarinho, etc.

Os advérbios "bem" e "mal" admitem ainda o grau comparativo de superioridade, respectivamente, "melhor" e "pior".

Existem também as formas analíticas de representar o grau, que não são flexionadas, mas sim, representadas por advérbios de intensidade como "mais", "muito", etc. Nesse caso, existe o grau comparativo (de igualdade, de superioridade, de inferioridade) e o grau superlativo (absoluto e relativo).[

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"Nova Era Brasileira"

O título representa um governo corrupto, e que tem necessidade de mudar com novas escolas, teatros, centros públicos, hospitais, etc..., que vai desenvolver pessoas com bom caráter e honestas.
A sociedade tem um povo que tenta, cada vez mais, se igualar no "poder", "dinheiro", "respeito", e "crime" do governo brasileiro.E como o governo vai cada vez maispiorando, o povo es indo direitinho para o "buraco de sociedade", e ainda , o povo não entendeu que isso está acontecendo.
Por isso, que o povo tem que estudar para gerar políticos, operários, médicos, etc... honestos e, principalmente, a educação dos pais dentro de casa, pois é essa educação dos pais que ensinará como se deve viver, e que formará o caráter das pessoas.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Interpretação de texto

1- O autor tratou de um assunto cotidiano? Utilizou os elementos básicos da narrativa?
2- A opção do ponto de vista (1ª ou 3ª pessoa) foi mantida até o final?
3- O título e o desfecho estão interessantes?
4- Há uma visão pessoal do autor a respeito do que é enfocado na crônica?
5- Há alguma observação que sirva como reflexão para o leitor?
6- Suas observações.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Crônica: “As aparências enganam”

Um lindo tênis branco e azul que valia uns duzentos reais, foi facilmente avistado por um catarinense de cabelos castanhos e olhos verdes, que respondia com um olhar de que era muito caro, mas mesmo assim foi conquistar mais um sonho, pois aquele outro tênis calçado em seus pés, com linhas brancas e sola amarela bem desgastado,já não agüentava mais os passos no meio da tarde de Joinville, que naquele dia habitava um sol de rachar o lindo asfalto da loja da esquina , onde se encontrava o tesouro do catarinense de olhos verdes , que não agüentava mais ficar olhando aquela vitrine coberta de baba de quem comeu feijão e não escovou os dentes amarelados pelos longos vinte anos;E quando finalmente ele foi comprar o tênis, descobriu que era apenas uma bela pintura para exposição de inverno pro ano seguinte.